Crítica: Nu, o Novo Disco do Forfun

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Lançado no dia 06/10/2014 o novo disco do Forfun “Nu” já começou destruindo politicagens com o “O Baile não vai Morrer”, uma defesa declarada ao Funk brasileiro. Como a maioria dos moços da banda vivem no Rio de Janeiro, acredito que eles conhecem pessoas que mereçam esse tipo de respeito.

Eu como mera mortal desqualificada não coloco o Funk nem perto de tipo musical, mas apreciei dos meninos do ForFun a coragem e dizer o que pensam e mais, tocar o que sentem quando a maioria dos fãs “cabeça” provavelmente irão torcer o nariz.

O álbum faz, com algumas exceções, críticas sociais e políticas. Senti muitas referências dos protestos de Junho de 2013, da Copa do Mundo, e  ForFun sendo Forfun na defesa das culturas marginalizadas pela sociedade, pra mim Nu foi uma baita Polêmica!

 

Da Dualidade à Desigualdade

Da defesa do funk ao apoio aos protestos de junho de 2013, legados do EP Solto, Forfun usou da dualidade para falar de mansinho sobre a desigualdade, e por trás de ritmos dançantes latinos, existe uma realidade difícil de aturar. Observo até mesmo o fato do gato ter olhos de cores diferentes é um aviso sobre a crítica imposta no disco.

 

Nu, o Lado B

Apesar da banda ter declarado nunca ter feito algo desta magnitude, eu encontrei várias brechas nos ritmos que poderiam virar do avesso algumas músicas do “Alegria Compartilhada“. Vejo o Nu então como o Lado B do mesmo.

O que chocou e surpreendeu de verdade foi a identidade visual que o ForFun resolveu utilizar neste disco, onde eu esperava um ritmo mais pesado voltado para um possível caminho alternativo após Teoria Dinâmica Gastativa, nunca encontrei este caminho. Mas o que faltou em ritmo, sobrou em letra, pra mim o suficiente pra fazer chorar.

 

Evolução Compartilhada é Evolução Redobrada!

Não consigo deixar de lado a lembrança de aos onze anos, sentada na mesa da casa da minha vó, ouvi pela primeira vez História de Verão e senti meus pelos se arrepiar.

Do rádio de pilha ao Itunes eu evolui, e o Forfun evoluiu também. O que não mudou foi a forma de impressionar e de fazer arrepiar que encontro da nostalgia que compartilhamos com alegria, dos meninos do Rio me permito somente como uma personagem pequena deste mundão, sentir orgulho. Parabéns pela nossa evolução!

 

Saiba mais: www.forfun.art.br

 

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